Com as festas de fim de ano se aproximando e o dinheiro do 13º salário prestes a cair na conta bancária, muitas famílias planejam investir esse extra na reforma da casa. Apesar do reforço no orçamento consultores financeiros aconselham cautela no uso do dinheiro para as obras. “Se a família estiver muito endividada, é melhor liquidar os débitos antes de iniciar a reforma”, diz José Roberto Savoia, professor de Finanças da USP.

Savoia explica também que os gastos com o quebra-quebra não devem comprometer mais do que 15% da renda mensal familiar. Além disso, o montante investido na obra não deve ser superior a 20% do valor total do imóvel.

Antes de planejar a reforma, a consultora financeira Carla dos Santos, diretora da CDS Brasil, lembra que a família deve fazer uma lista com todas as despesas fixas, sem esquecer as contas extras de começo de ano, como IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), matrícula e material escolar, uniforme, entre outras. “Isso é importante para poder definir o quanto a família poderá dispor para as compras”, avisa.

Além disso, nesta época do ano, é mais difícil encontrar mão de obra disponível e prazos de entrega de material de contrução mais rápidos, o que pode elevar custos de produtos e serviços.

O arquiteto Amaury Ferreira, da FB Arquitetura, aconselha a não fazer obra de grandes proporções às pressas, sem um projeto prévio. “É necessário fazer um planejamento com, pelo menos, um mês de antecedência, para que se possa programar corretamente o custo da reforma e evitar surpresas e desperdícios”, explica.

Além de deixar a casa mais bonita e aconchegante, muitas famílias pensam na reforma como uma alternativa a mais para conseguir vender a propriedade. Neste caso, vale lembrar que obras que melhoram a fachada, eliminam vazamentos e recondicionam as redes hidráulica e elétrica podem valorizar o imóvel em até 15%, segundo afirma Savoia. A remodelação de cozinhas e banheiros, com troca de pisos e azulejos, e a pintura dos ambientes também são itens que causam bastante impacto aos olhos dos futuros compradores.

Sem dinheiro

Mas se mesmo depois de fazer todas as contas, o valor da reforma não couber no orçamento familiar, há algumas saídas para não ter de adiar o projeto de deixar a casa de cara nova. Uma alternativa é recorrer a financiamentos específicos para obras, oferecidas por alguns agentes bancários, geralmente a juros menores do que os do cheque especial ou do cartão de crédito.

Fonte: Delas

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