O crédito imobiliário começou 2012 em ritmo diferente dos anos anteriores. Depois de crescer na casa dos dois dígitos, o volume de operações foi menor em fevereiro, tanto em total liberado quanto em número de imóveis financiados, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (27) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
No mês passado, os financiamentos para compra e construção de imóveis somaram R$ 5,11 bilhões, total que representa uma queda de 1% em relação ao mesmo mês de 2011 e de 10% na comparação com janeiro. Já o total de imóveis financiados ficou em 31 mil unidades, número que equivale a uma redução de 12% em 12 meses e de 8% ante janeiro.
Na análise dos dados acumulados nos 12 meses encerrados em fevereiro, no entanto, a taxa de expansão segue na casa dos dois dígitos. No volume financiado, houve aumento de 35%, com volume de R$ 80,9 bilhões. No número de imóveis financiados, a alta foi de 11%, com 489,2 mil unidades. A Abecip prevê expansão na casa dos 30% para o crédito imobiliário em 2012.
Fonte: G1
Em diversas cidades brasileiras, o aumento dos preços dos imóveis virou conversa de bar. “Quando encontrava os amigos, alguém acabava comentando sobre a vontade de mudar de casa ou de comprar um apartamento e reclamava dos preços altos em diversas cidades,” diz a economista Rafaela Laguna, de 30 anos. De fato, os preços de casas e apartamentos subiram em várias regiões do Brasil, puxados principalmente pelo fácil acesso ao crédito e o crescimento econômico do País. Mas, agora que o momento de disparada passou, as perguntas são outras: “Será que os preços vão continuar subinto tanto? Esse é um bom momento para comprar imóveis?”.

Para especialistas, o mercado imobiliário brasileiro chegou a um equilíbrio. “Atingimos patamares de comercialização equilibrados com a situação do País e a níveis de preços equilibrados com o bolso do consumidor,” afirma João Crestana, presidente do Secovi-SP. Depois do forte crescimento do setor em 2010, agora o momento é de acomodação, acrescenta Ricardo Almeida, professor de Finanças do Insper. Segundo ele, isso é resultado dos esforços do governo para a contenção do crédito na economia para o controle da inflação. “Os preços dos imóveis sobem conforme a concessão de crédito,” afirma.
A acomodação do mercado imobiliário não quer dizer, entretanto, que os preços vão cair. Assim, não vale a pena ficar esperando uma bolha para comprar o tão sonhado apartamento. “Quem ficar esperando uma bolha estourar por quatro anos, terá morado mal por quatro anos,” diz Almeida.
Também pode valer a pena, em alguns casos, comprar um segundo imóvel para alugar para terceiros e ter uma renda extra, ou então pensando na aposentadoria, segundo os especilistas. “Muitas pessoas se sentem confortáveis em aplicar em bens tangíveis, como os imóveis, então, nestes casos, pode ser uma boa compra,” diz Nélson de Souza, professor de Finanças do Ibmec.
Por outro lado, não é aconselhável comprar imóveis como especulação, com o objetivo de vender e ganhar dinheiro com uma eventual valorização. Na avaliação dos especialistas, há melhores opções de investimento, como por exemplo os fundos imobiliários, títulos do Tesouro Direto, ou mesmo ações na bolsa de valores. “A menos que o investidor perceba que há uma boa expectativa de crescimento na região do imóvel, não creio que terá uma valorização muito expressiva,” afirma Souza.
A expectativa dos especialistas é que os valores dos imóveis acompanhem a inflação de agora em diante. “Devem subir um pouco acima, como tradicionalmente acontece no mercado de imóveis. Será uma acomodação direcionada para cima,” afirma Crestana.
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O Conselho Curador do FGTS decidiu hoje ampliar o limite do financiamento com recursos do fundo para a população de baixa renda. Nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio e Brasília, o novo teto para o financiamento passa a ser de R$ 170 mil. O teto anterior era de R$ 130 mil.

Nas demais capitais e cidades com mais de um milhão de habitantes, o limite será de R$ 150 mil; nos municípios com mais de 250 mil habitantes ou em regiões metropolitanas, o teto será de R$ 130 mil; em municípios com mais de 50 mil habitantes, podem ser financiados até R$ 100 mil; e nas demais cidades, até R$ 80 mil.
No entanto, a renda familiar máxima para enquadramento no financiamento continua em R$ 4,9 mil para regiões metropolitanas e municípios com população superior a 250 mil habitantes, e R$ 3,9 mil para as demais cidades. O ministro do Trabalho e presidente do Conselho Curador do FGTS, Carlos Lupi, disse em nota que “a A medida traz equivalência aos valores praticados no mercado imobiliário e visa cobrir o déficit na habitação popular”.
Os limites do financiamento não eram reajustados desde 2007. A taxa nominal de juros das operações é fixada em 6% ao ano mais a variação da TR, sendo que essa taxa pode chegar a 5% com o subsídio para famílias com renda de até R$ 2.790. O FGTS pode financiar até 90% do valor de imóveis novos ou usados, sendo o prazo de pagamento em até 30 anos.
Fonte: IG
O Ministério do Trabalho informou nesta quarta-feira (2) que o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) decidiu ampliar de R$ 130 mil para até R$ 170 mil o valor para financiamentos imobiliários financiados com recursos do FGTS para população de baixa renda.

A renda familiar máxima para enquadramento nos financiamentos continua em R$ 4,9 mil mensais para regiões metropolitanas e municípios com população igual ou superior a 250 mil habitantes, e R$ 3,9 mil para as demais regiões do país, informou o governo.
De acordo com o Ministério do Trabalho, o novo teto de R$ 170 mil atenderá às regiões metropolitanas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
Os moradores das demais capitais e de municípios com mais de um milhão de habitantes poderão financiar até R$ 150 mil, informou o governo. Para os municípios com mais de 250 mil habitantes ou inseridos em Regiões metropolitanas, o teto será de R$ 130 mil; em municípios com mais de 50 mil habitantes o teto é de R$ 100 mil; e R$ 80 mil para as demais cidades do país.
O ministro do Trabalho e Emprego e presidente do Conselho Curador do FGTS, Carlos Lupi, afirmou que a medida traz “equivalência” aos valores praticados no mercado imobiliário e visa “cobrir o déficit na habitação popular”. “Desde 2007 não havia reajuste desses valores.
No Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, os imóveis têm valores bem mais altos do que a média nacional”, disse Lupi.
As operações de financiamento na área habitacional popular destinam recursos à população de baixa renda. A taxa nominal de juros das operações é fixada em 6% ao ano, mais a variação da Taxa Referencial (TR) – que pode chegar a 5% com subsídio para famílias com renda de até R$ 2.790.
O FGTS pode financiar até 90% do valor de imóveis novos ou usados, lembrou o Ministério do Trabalho, sendo o prazo de pagamento em até 30 anos. A resolução do Conselho entra em vigor a partir da sua publicação, quando a Caixa começa a operar com os novos valores, acrescentou o governo.
Fonte: G1
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Em 2010, quem queria comprar um imóvel encontrou crédito abundante, boa oferta de lançamentos e preços em alta. Com a virada no calendário, esse cenário também mudou: 2011 é um ano para usar recursos próprios na aquisição e os preços tendem a se estabilizar.

Como a elevação da Selic (taxa básica de juros, hoje em 10,75%) pode afetar, mesmo que pouco, as condições do financiamento imobiliário, o mais indicado é utilizar o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e da poupança, analisa Ricardo Almeida, especialista em finanças do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa).
“Quem não der um bom valor de entrada vai pagar caro. É a hora de fazer uso dos fundos guardados”, concorda Crestana, do Secovi-SP.
É o que pretende fazer o químico Alessandro Frutuozo Crepaldi, 28. Ele se casou em 2007, mas mora com a mulher na casa dos pais, em São Mateus (zona leste), para juntar dinheiro e dar de entrada em uma casa de até R$ 180 mil no Grande ABC.
Fonte: Folha
Além de estar em crescimento o número de jovens no financiamento imobiliário pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação), o valor financiado pelos mutuários com menos de 35 anos de idade vem aumentando.
Um balanço divulgado pela CEF (Caixa Econômica Federal) aponta que, em 2000, os empréstimos de até R$ 50 mil representavam 44,6% dos contratos feitos pelos consumidores nessa fixa de idade, enquanto que, em 2010, esse valor equivale a apenas 7,3% dos contratos.

Por outro lado, os contratos com valores entre R$ 50 mil e R$ 80 mil, que não passaram de 4,6% em 2000, agora são 24,2% dos contratos. Empréstimos entre R$ 80 mil e R$ 130 mil também registraram crescimento expressivo na década: enquanto eles eram apenas 1,2% dos financiamentos realizados em 2000, agora já são 17,6%.
Crescem todas as faixas de valor
Todas as demais faixas de valor tiveram crescimento nos últimos anos, porém, de maneira mais modesta. Valores entre R$ 130 mil e R$ 200 mil eram 0,4% dos contratos e, agora, são 5,4%, enquanto a faixa de R$ 200 mil a R$ 500 mil, que representava apenas 0,1% dos financiamentos entre os jovens de até 35 anos, agora já chega a 3,6% dos contratos.
Houve crescimento até mesmo nos financiamentos acima de R$ 500 mil, que tiveram participação nula em 2000 e agora chegam a 0,1%.
No total, de acordo com os dados atualizados pela Caixa até setembro deste ano, os jovens de até 35 anos representam 58,3% de todos os financiamentos imobiliários, contra 51% em 2000. Mutuários acima de 35 anos passaram de 49% em 2000 para 41,7% neste ano.
Fonte: Uol
Usar o dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para dar entrada na compra do primeiro imóvel é prática popular no mercado de crédito imobiliário brasileiro. Dados da Caixa Econômica Federal mostram que em 2010, até agosto, foram 654.689 saques do FGTS para aplicação em moradia, um total de R$ 4,631 bilhões.
Recurso menos conhecido, de acordo com a Caixa, é a possibilidade de usar o dinheiro do fundo também para quitar parcelas (atrasadas, inclusive) ou reduzir o saldo devedor do financiamento do mesmo imóvel mais de uma vez, desde que haja saldo disponível – mesmo que o FGTS já tenha sido usado na entrada.
São duas opções: usar o dinheiro para diminuir ou quitar o saldo devedor ou apenas pagar parcelas do financiamento. Para Luz, da ANM, a melhor alternativa é aproveitar a oportunidade para negociar a redução do saldo ou até quitar de vez a dívida, o que resultará em juros menores para o consumidor.
Quem pode usar
Há regras: para aplicar o FGTS na redução da dívida total do financiamento, é preciso estar com as prestações em dia, ter saldo na conta vinculada ao fundo e esperar um intervalo mínimo de dois anos desde a última utilização do fundo para a casa própria até a nova solicitação, de acordo com a Caixa.
Já para quem quer usar o dinheiro apenas para pagar parcelas pontuais, que não surtirão efeito no montante devido ao banco, o FGTS pode ser utilizado para abater até 80% do valor das prestações, em 12 parcelas mensais e consecutivas.
Essa modalidade de uso do FGTS pode ser repetida outras vezes, desde que haja saldo no fundo e que o cotista aguarde o término da operação anterior.
Podem ser abatidas no pagamento parte de até três prestações em atraso. Além disso, o valor a ser movimentado não pode ultrapassar 80% do somatório das 12 cotas.

Fonte: Globo.com
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Foco crescente de atenção das empresas, a classe C ainda representa um imenso mercado potencial para a indústria e o mercado imobiliário, indica a pesquisa “Classe C Urbana do Brasil: Somos iguais, Somos Diferentes”, divulgada nesta terça-feira, 5, pelo Ibope.
De acordo com o levantamento, 37% da nova classe média pretende comprar um imóvel nos próxmos meses. Além disso, 9,5 milhões de pessoas do grupo desejam comprar um automóvel.
O estudo aponta ainda que a classe C prefere fazer compras em loja de ruas a comprar em shoppings. “As pessoas se sentem mais à vontade do que em shoppings luxuosos. Além disso, o preço do estacionamento em geral é muito caro”, diz Dora Câmara, responsável pela pesquisa, que avalia que esse quadro deve mudar nos próximos anos com o crescimento no número de empreendimentos próximos a metrô.
A coleta de dados foi realizada entre os meses de fevereiro de 2009 e janeiro de 2010, em 9 regiões metropolitanas. Cada um dos entrevistados respondeu cerca de 1 mil perguntas.
De acordo com o Ibope, há maior concentração de renda entre R$ 600 e R$ 2.099 entre os entrevistados. Para classificar como classe C, o Ibope usa o critério Brasil de posse de bens, mas não soube informar quais e quantos itens caracterizam essa categoria na pesquisa.
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