Uma quantidade de chuva acima da média pegou de surpresa a Região Serrana, que agora contabiliza prejuízos materiais e humanos. O drama faz lembrar a tragédia vivida por Niterói no ano passado, mas, de acordo com o Ministério Público estadual, os problemas não impuseram uma mudança de postura em termos de prevenção.
Diante da ausência de medidas efetivas, o órgão impetrou uma ação civil pública contra a prefeitura e conseguiu uma liminar que a obriga a apresentar, em dez dias, um diagnóstico das áreas de risco e as ações que devem ser adotadas neste verão.
A liminar requer ainda a elaboração, em até 90 dias, de um plano diretor de contenção, estabilização e proteção de encostas sujeitas à erosão e deslizamentos — exigência presente na Lei Orgânica do município. A prefeitura informou que vai recorrer da decisão.
Em algumas comunidades, ruas permanecem sob terra. Várias casas do Morro do 340, do Caramujo e da Ititioca estão cheias de lama, com pessoas morando a poucos metros de encostas.
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Fonte: O Globo




