Foi publicada na sexta-feira (4) no “Diário Oficial da União” a medida provisória editada pelo governo federal que altera as regras da poupança. Segundo a nova resolução, quando a taxa básica de juros for menor que 8,5% ao ano, o rendimento da caderneta será fixado em 70% da taxa Selic. A mudança só vale para os depósitos que forem feitos a partir desta sexta.

Com a alteração, o piso histórico de remuneração da mais tradicional modalidade de investimentos do país, de pelo menos 6% ao ano, que é assegurada desde 1861, poderá cair nos próximos meses, já que há uma tendência de queda na taxa de juros, hoje em 9% ao ano. Desde 1991, a poupança rende ao menos 0,5% ao mês (6,17% ao ano), mais TR.

O texto publicado diz que as instituições financeiras ficam obrigadas “a segregar, do saldo dos depósitos de poupança efetuados a partir da data de entrada em vigor desta Medida Provisória, o saldo dos depósitos de poupança de que trata o artigo 2º”. “Os demonstrativos de movimentação da conta de poupança evidenciarão ao titular da conta, de modo claro, preciso e de fácil entendimento, os saldos segregados”, afirma o texto da medida provisória.

Ainda de acordo com o texto, “a instituição financeira deverá disponibilizar o primeiro demonstrativo no prazo de até 30 dias contado da data de entrada em vigor da medida provisória”.
“As instituições financeiras deverão adotar procedimento interno que assegure remuneração e evolução corretas dos saldos dos depósitos de poupança sob sua responsabilidade, podendo o Banco Central do Brasil requerer, a qualquer momento, informações sobre o procedimento adotado e sobre a remuneração e evolução dos referidos saldos”, define a medida.

Entenda o que muda:

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A Secretaria da Receita Federal publicou nesta segunda-feira (6), no “Diário Oficial da União”, as regras para a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2012, ano-base 2011.
Segundo o órgão, o prazo de entrega da declaração do IR 2012 começa em 1º de março e vai até o dia 30 de abril. Quem perder o prazo está sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74.

Formas de entrega
A declaração poderá ser enviada pela internet, por meio da utilização do programa de transmissão da Receita Federal (Receitanet), ou via disquete, nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal, durante o seu horário de expediente. A entrega do documento, via formulário, foi extinta em 2010.

O contribuinte que recebeu, em 2011, rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 10 milhões, deve transmitir a declaração de ajuste anual com a utilização de certificado digital, estabeleceu a Receita. Essa é uma das novidades do
IR neste ano.
Obrigatoriedade
Segundo a Receita Federal, estão obrigadas a apresentar a declaração as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 23.499,15 em 2011 (ano-base para a declaração do IR de 2012). O valor foi corrigido em 4,5% em relação ao ano anterior, conforme já havia sido acordado pela presidente Dilma Rousseff.

Também estão obrigados a apresentar o documento os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado.
Também é obrigatória a entrega para quem obteve, em qualquer mês de 2011, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.

Quem tiver a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro de 2011, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil, também deve declarar IR neste ano. Este é o mesmo valor que constava no IR 2011 (relativo ao ano-base 2010).
A obrigação com o Fisco se aplica também àqueles contribuintes que passaram à condição de residente no Brasil, em qualquer mês deste ano, e que nesta condição se encontrem em 31 de dezembro de 2011.

A regra também vale para quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda.

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Vai ter mais mudança nos cheques. É preciso muito cuidado na hora de botar a data no cheque. O ano é 2012. Em janeiro, os bancos até vão dar uma colher de chá para quem se confundir, mas a partir de fevereiro, cheque com data errada poderá ser devolvido. Ainda bem que em muitas lojas tem aquelas maquininhas que preenchem o cheque. Aí não tem erro.

Força do hábito ou falta de atenção? Trocar o ano novo pelo velho na hora de preencher o cheque acontece. Se der para corrigir logo em seguida, tudo bem. Mas nem sempre dá.  E às vezes, o correntista só descobre o erro dias depois.

O gerente de loja Raimundo Alves orienta as vendedoras a terem atenção redobrada nos primeiros dias do ano. “A gente pede a elas para observarem melhor, porque depois o trabalho todo vai ser delas mesmo, vão ter que entrar em contato com o cliente. É um transtorno”, explica.

O erro é tão comum que este mês os bancos vão checar com atenção especial todos os cheques com a data de 2011. Se ficar claro que o cliente se confundiu na hora de preencher o ano, o cheque será compensado. Mas essa regra só vale para janeiro. A partir do mês que vem, cheque com data errada vai voltar.

Se o cheque voltar duas vezes, o correntista tem de pagar uma taxa que varia de banco para banco. Quer evitar constrangimento? “O que eu faço é começar pela data. Na hora de preencher o cheque iniciar pela data, parece que a gente fica mais atento”, afirma o funcionário público Edilson Silva.

Para quem usa cheque, 2011 já foi um ano de mudanças – uma delas para sustar cheques. Seja por perda, roubo ou qualquer outro motivo, agora só com boletim de ocorrência. A partir de 28 de abril, outra novidade vai beneficiar quem está com o nome sujo, mas quer resolver o problema. Os bancos serão obrigados a informar ao correntista com quem está o cheque para que o cliente possa ir atrás e pagar a dívida.

“É uma dificuldade tremenda para obter essa informação precisa. Com essa nova medida, ele vai poder localizar com maior facilidade e maior agilidade”, afirma o diretor-geral do Procon do Distrito Federal, Oswaldo Morais.

Por que o cheque some e não sabemos com quem está? Porque muitas vezes o pré-datado é passado adiante. Vai parar numa empresa que desconta cheques ou é dado como pagamento para outras pessoas. Aí, na hora de quitar a dívida, o cliente simplesmente não sabe onde, com quem o cheque está. O Banco Central promete que, com a mudança, essa dificuldade toda vai acabar. Tomara que isso aconteça mesmo.

Fonte: Bom dia Brasil

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Gente demais atrapalha. E esta afirmação é especialmente válida quando se trata de imóveis, pois cada prédio é planejado para abrigar determinado número de pessoas e o excesso populacional traz inconvenientes de toda ordem.

O exagero na ocupação abala a segurança e pode até inviabilizar o enfrentamento de sinistros (basta imaginar uma multidão fugindo de um incêndio). Pessoas demais perturbam a utilização das áreas comuns (pense em uma piscina desenhada para o uso por 100 pessoas, sendo frequentada por 200); atrapalham o uso dos equipamentos do edifício (você já enfrentou filas para o elevador?); e, ainda, acarretam multas e até a interdição do edifício pela Prefeitura.

De nada adianta a construção do prédio e a instituição do condomínio terem atendido às diversas regras e respeitado os muitos critérios de segurança, urbanismo, salubridade e boa utilização do edifício, se tudo isso é posto de lado pelo excesso de pessoas no prédio. Então, como lidar com o eventual exagero?

Legalmente, é possível exigir o uso do imóvel de maneira que a segurança, o sossego e a saúde dos vizinhos jamais sejam prejudicadas. Logo, sempre haverá o direito de fazer cessar o abuso.

Inicialmente, o condomínio pode notificar o condômino para que este mantenha em sua unidade somente a quantidade de pessoas prevista por lei ou pela convenção condominal. Se o problema continuar, o morador acionado poderá sofrer multa devido à sua conduta antissocial.

Não solucionado o problema, o condomínio poderá promover ação judicial, na qual o juiz, depois de analisar o caso e as provas, ordenará ao condômino que somente permita, na sua unidade, a quantidade adequada de pessoas, sob pena de multa diária.

Como a multa costuma ser alta, a medida é convincente. E é justo que assim seja, pois admitir o excesso populacional de uma unidade significaria extrair dos demais condôminos o direito ao uso razoável da propriedade.

Fonte: Uol

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Provavelmente, a resposta para sua pergunta nos elementos pré-moldados de concreto. Não se trata de nenhuma novidade, embora no Brasil seu uso para obras residenciais só tenha aumentado nos últimos anos.

A utilização em larga escala desta tecnologia data do início do século 20, do período entre guerras: com a destruição de muitas construções durante a primeira grande guerra, os construtores da época se viram diante do desafio de reconstruir cidades inteiras em velocidade recorde, e a tecnologia do concreto armado que começava a se desenvolver foi de grande valia nesta empreitada. Como a quantidade de construções deveria ser muito grande, desenvolveu-se uma série de técnicas de pré-fabricação para acelerar as obras e os elementos pré-moldados de concreto foram parte de todo esse progresso.

O que são os pré-moldados de concreto?
Os elementos pré-moldados de concreto são qualquer elemento usado para compor uma construção, feito desse material e produzido fora do local onde será utilizado. Os pré-moldados não se limitam a pilares e vigas, tão comuns em obras industriais e de supermercados. Há diversos outros componentes construtivos que podem ser pré-moldados, como painéis de vedação, lajes, bancos de concreto, lajotas de piso, banheiros e cozinhas, entre outros elementos especiais. Nesse artigo, entretanto, vamos nos ater às estruturas pré-moldadas.

As estruturas convencionais de concreto são as chamadas moldadas in loco, ou seja, são produzidas no exato ponto onde vão exercer sua função como parede, laje ou pilar, entre outras tantas. Ao passar por uma obra, observe as fôrmas de madeira onde o concreto é despejado e permanece até endurecer: esse é o processo construtivo convencional. Contudo, a montagem das fôrmas toma muito tempo e exige mão de obra relativamente especializada; gasta muita madeira e o desperdício de material costuma ser grande. Em consequência, a construção é lenta, o controle de qualidade de execução é difícil e o meio ambiente sofre.

As estruturas pré-moldadas são produzidas em indústrias que contam com equipamentos modernos e mão de obra especializada, o que garante um controle de qualidade muito maior. Em geral essas empresas usam fôrmas metálicas para o concreto, o que reduz o desperdício de material (visto que podem ser reutilizadas inúmeras vezes) e melhora o acabamento e o controle dimensional das peças, diminuindo a necessidade de acabamento posterior.

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Não existe vida nem história sem objetos, dizem os antropólogos. Isso explica os museus, as coleções de selo e até a pilha de revistas no canto da estante.  Não explica, porém, como e por que cada vez mais há quem adore (e estoque) bugigangas que, segundo a definição do dicionário, já deveriam estar no lixo.

“Objetos são muito mais simbólicos do que funcionais. Eles têm valor afetivo”, diz o antropólogo Everardo Rocha, da PUC-Rio.

“Cada um quer ser curador da própria vida, ter uma coleção imensa de objetos. Muitas pessoas não sabem mais o que é lixo e o que não é.”

A antropóloga e pesquisadora da Unicamp Valéria Brandini diz que os objetos carregam escolhas. Por isso é tão difícil jogar fora algo que, para os outros, não passa de quinquilharia. “Livrar-se de uma roupa velha pode significar perder uma parte de você, mesmo sabendo que aquilo pode ser útil para alguém.”

De acordo com a psiquiatra Ana Gabriela Hounie, da Associação Brasileira de Psiquiatria, o colecionismo (mania de guardar objetos), quando em excesso, pode ser sintoma de transtorno obsessivo-compulsivo ou estar associado a depressão.

Essas pessoas guardam dúzias de garrafas PET, escovas ou pilhas de enlatados. “Sempre há uma justificativa. Elas dizem que pode ser útil, que vão usar no futuro. Mas, no fim, nunca usam.”

O psiquiatra Alvaro Ancona de Faria, da Unifesp, explica que ter um histórico de dificuldades financeiras pode desencadear o problema. “É um tipo de insegurança. Como se ela precisasse ter gasolina de reserva mesmo com o tanque cheio.”

Segundo Hounie, é difícil diferenciar o colecionismo saudável do transtorno. Muitas vezes, além de guardar, a pessoa compra sem controle.

Os casos mais extremos aparecem com a Síndrome de Diógenes –uma referência ao filósofo grego que vivia dentro de um barril. Quem tem a síndrome vive no meio do lixo, com pouca atenção à higiene, em um ato de autonegligência.

“Há pessoas ricas assim. É um transtorno difícil de ser tratado porque quem tem não se incomoda”, afirma a psiquiatra Bárbara Perdigão, autora de um artigo sobre o assunto publicado na última edição do “Jornal Brasileiro de Psiquiatria”.

Muitas vezes, nem terapia resolve. E, quando a casa é limpa, pouco tempo depois já volta a ficar como antes.
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A conta de luz do brasileiro deverá ficar mais cara nos próximos anos. Até 2015, a expectativa é de que o aumento real (descontada a inflação) das tarifas fique entre 8% (residencial) e 19% (industrial), caso não haja nenhuma política setorial para reverter a situação. Além da inflação, as projeções não consideram possíveis aumentos decorrentes da operação das termoelétricas para preservar os reservatórios de água, como ocorreu no ano passado.

Os dados constam de estudo feito pela consultoria Andrade&Canellas a pedido das associações Abrace (grandes consumidores), Abal (alumínio), Abividro (vidro), IABr (aço) e Abrafe (ferro liga). Os cálculos estão baseados numa série de fatores e premissas. A principal delas refere-se ao custo da parcela de energia dentro da tarifa (que inclui ainda impostos, encargos e transmissão), afirma o consultor da Abrace, Fernando Umbria.

Desde 2005, o governo contratou quase 10 mil MW de termoelétricas movidas a diesel e óleo combustível, que custaram entre R$ 139 e R$ 164 o megawatt hora (MWh) apenas pela disponibilidade (se precisarem ser acionadas, o custo sobe para mais de R$ 500). Até 2010, essas novas usinas contribuíram para elevar em 36% (de R$ 75 para R$ 102) o custo médio do mix de energia vendida às distribuidoras, segundo o trabalho.

Essa pressão continuará nos próximos quatro anos, com a entrada de novas usinas no sistema elétrico. A partir de 2015, o início de operação das hidrelétricas de Belo Monte e Teles Pires, que custaram respectivamente R$ 77,97 e R$ 58,35 o MWh, ajudará a reduzir esse impacto. Por outro lado, como as novas hidrelétricas são a fio d’água, o sistema exigirá a entrada em operação de mais térmicas para preservar os reservatórios em períodos mais secos, observa o professor da UFRJ, Nivalde Castro.

Na opinião dele e dos representantes das associações, a grande esperança para reduzir o custo das tarifas está no fim dos contratos de energia velha (de usinas antigas, já amortizadas), a partir de 2013. Serão 19,4 mil MW de capacidade que terão de ser recontratados, destaca o gerente de estudos da Andrade&Canellas, Ricardo Savoia, um dos autores do trabalho. Mas, de acordo com o estudo, cerca de 30% ou 35% desses volumes não voltarão ao mercado cativo (atendidos pelas distribuidoras).

Fonte: G1

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